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A TRI é mais vantajosa do que o sistema clássico?

A TRI é mais vantajosa do que o sistema clássico?

Quando se trata de avaliações educacionais e de habilidades, a escolha do método de avaliação pode ter um impacto significativo nos resultados obtidos. A Teoria de Resposta ao Item (TRI) e o sistema clássico são duas abordagens amplamente utilizadas, mas a TRI tem se destacado por suas vantagens em termos de precisão e justiça na medição das habilidades dos participantes. Neste artigo, exploramos as razões pelas quais a TRI é frequentemente considerada mais vantajosa do que o sistema clássico, destacando suas características distintivas.

Teoria da Resposta ao Item (TRI)

A TRI, ou Teoria de Resposta ao Item, não trabalha com o número de acertos, ela analisa cada questão (aqui chamada de item) individualmente, verificando a probabilidade de acerto, a partir da aptidão do candidato e dos
parâmetros do item. Assim, não adianta acertar muitas questões cuja probabilidade de que as acertem seja baixa, enquanto errar muitas outras deveria acertar. O fundamento para este procedimento é que o conhecimento é cumulativo e o domínio de habilidades mais complexas depende do domínio prévio de outras mais simples.

A Teoria de Resposta ao Item (TRI) é um conjunto de modelos matemáticos para determinar a aptidão dos candidatos que avaliam. Mas a aptidão não é algo observável. Para determiná-la é preciso termos algo que seja possível observar, como questões de uma prova e, a partir das respostas, se estabelecer o nível de aptidão que cada candidato tem, que é chamado de proficiência.

O aspecto mais relevante é que com a TRI a aptidão do candidato é determinada independentemente do grau de dificuldade das questões aplicadas.

Sistema Clássico

No sistema clássico, uma prova com questões difíceis avalia bem a aptidão de candidatos muito bem-preparados, permitindo escalonar entre eles os que são mais qualificados que outros. Mas esta mesma prova não avalia adequadamente candidatos medianos e os de baixa aptidão. Ou seja, alunos muito bem-preparados consideram fácil uma determinada questão que alunos medianos consideram mediana ou relativamente difícil e alunos com baixa aptidão acredita se tratar de uma questão difícil. Neste sistema, a qualificação da questão depende do universo de pessoas que a responde, diferente da TRI.

Diferenciações

Uma das principais vantagens da TRI em relação ao sistema clássico é sua capacidade de medir as habilidades dos participantes com maior precisão. Enquanto o sistema clássico tende a atribuir escores brutos simplesmente com base no número de respostas corretas, a TRI leva em consideração a dificuldade das questões e a habilidade dos participantes. Isso significa que a TRI discerne diferenças sutis nas habilidades, mesmo em testes com questões de diferentes níveis de dificuldade. Ou seja, ela chega à aptidão exata do candidato, independentemente se prova tenha mais questões fáceis ou difíceis.

A precisão da medição das habilidades por meio da TRI

Em Psicologia Cognitiva considera-se que cada comportamento de uma pessoa tem por trás um traço latente que o determina. Na TRI os comportamentos são as respostas que o candidato dá aos estímulos que recebe (as questões), permitindo estimar seu traço latente (aptidão). Para que a estimativa seja adequada, cada questão deve avaliar apenas uma habilidade ou deve ter uma habilidade dominante. Deste modo, uma questão não pode buscar simultaneamente duas ou mais habilidades. 

Imaginemos uma situação hipotética para explicar isto. Em Ciências da Natureza as habilidades da Matriz de Referência são as seguintes:

Habilidade 25: Caracterizar materiais ou substâncias, identificando etapas, rendimentos ou implicações biológicas, sociais, econômicas ou ambientais de sua obtenção ou produção.

Habilidade 26: Avaliar implicações sociais, ambientais e/ou econômicas na produção ou no consumo de recursos energéticos ou minerais, identificando transformações químicas ou de energia envolvidas nesses processos.

Na habilidade 25 pode ser elaborada uma questão sobre a natureza química do minério de ferro extraído na natureza e dos produtos do processamento que o minério pode sofrer. Outra questão pode avaliar a habilidade 26, abordando os impactos ambientais da extração e nas etapas de processamento do mesmo minério. Mas não pode haver uma questão que aborde as duas habilidades com o mesmo grau de importância. Porque, em caso de erro, não se saberia se o candidato não tem as duas habilidades ou se lhe falta apenas uma delas.

Respostas independentes

Concluindo, com a TRI as questões são respondidas de forma totalmente independentes umas das outras. A resposta a cada questão depende exclusivamente da aptidão do candidato e dele dominar ou não a habilidade a que a questão se refere. Você já deve ter notado que no Enem não existem duas ou mais questões utilizando o mesmo texto de apoio ou os mesmos dados, como ocorre em vestibulares e outras provas de concursos. A razão disso é que, com questões em bloco, a resposta em uma delas teria conexão com a outra ou as outras.

Sendo independentes todas as questões, a aptidão do candidato pode ser quantificada matematicamente com o cálculo das probabilidades de acerto de cada uma das questões que ao final acertou. Você sabia que os dados gerados por este modelo de avaliação pode criar um ensino adaptativo que personaliza o ensino de acordo com o desempenho e as necessidades individuais de cada estudante por meio dos algoritmos? Além disso, ajuda os educadores a determinarem as estratégias de ensino e o conteúdo que deve ser abordado em sala de aula. Aproveite a inteligência artificial da Estuda.com e explore as possibilidades de personalização da educação.

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