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Uma jornada histórica: Por que julho e agosto possuem 31 dias?

Por que julho e agosto possuem 31 dias?

Os meses do ano sempre nos intrigaram com suas diferentes durações, especialmente quando nos deparamos com os meses irmãos, julho e agosto. Compostos por exatamente 31 dias cada, esses meses carregam uma curiosidade única que se estende por séculos. Neste artigo, mergulharemos na história fascinante por trás da escolha de 31 dias para julho e agosto, explorando a trajetória histórica e os acontecimentos que moldaram nosso calendário.

Os meses de julho e agosto, com suas durações idênticas de 31 dias, carregam uma história que nos remete aos tempos do Império Romano que moldaram o calendário que usamos hoje. Neste artigo, exploraremos a fascinante trajetória desses meses e as decisões que resultaram em suas características distintas.

A origem dos calendários e seus desafios

A contagem dos dias sempre foi um desafio para as sociedades antigas. As fases da lua e as estações do ano eram frequentemente usadas como base para a divisão do tempo. No entanto, essa abordagem muitas vezes resultava em calendários desalinhados com o ciclo solar. Para remediar isso, várias civilizações antigas, incluindo os romanos, desenvolveram calendários lunissolares, que combinavam elementos do calendário lunar com ajustes para acompanhar o ano solar.

O antigo Calendário Romano e sua origem divina

Nos tempos antigos, a contagem dos dias estava intimamente ligada às divindades que povoavam as mentes das civilizações. O calendário romano inicial, conhecido como o calendário lunar, começava em março, com o mês de fevereiro encerrando o ciclo anual. Este detalhe não apenas refletia o alinhamento com as estações do ano, mas também carregava um significado mais profundo. Fevereiro, derivado de “Febbrus,” o deus da purificação e da morte, marcava o fim do ciclo e o início de um novo período.

O Calendário Romano e Júlio César

No calendário romano original, julho e agosto tinham uma configuração diferente. Julho, originalmente chamado de “Quintilis”, era o quinto mês do calendário, com 31 dias. Agosto, originalmente “Sextilis”, era o sexto mês e tinha apenas 30 dias. Contudo, a história toma um rumo interessante com Júlio César.

Júlio César reconheceu a necessidade de alinhar o calendário com o ano solar de forma mais precisa. Ele introduziu o calendário juliano, que adicionava um dia extra a cada quatro anos (ano bissexto) para corrigir o descompasso. Para homenagear a si próprio, o mês Quintilis foi renomeado para “Julius” (julho).

O calendário juliano, introduzido em 45 a.C., ajustou a duração dos meses e introduziu o conceito de anos bissextos. Essa mudança permitiu que o calendário se alinhasse mais precisamente com o ciclo solar, resultando em um calendário mais confiável.

Agosto entra em cena: uma homenagem a Augusto César

O sucessor de Júlio César, o imperador Augusto, também queria deixar sua marca no calendário. Assim, ele fez uma mudança no mês Sextilis. Para igualar a duração de seu mês com a de julho, Augusto acrescentou um dia, retirado de fevereiro, aumentando o número de dias para 31. O mês foi renomeado de “Sextilis” para “Augustus” (agosto), assegurando que seu nome também estivesse eternizado no calendário.

Calendário Gregoriano

Mesmo com as múltiplas as tentativas de solucionar a discrepância entre o ano do calendário e o ano natural ao longo da Idade Média, não foram suficientes para solucioná-la. Sendo assim, o Concílio de Trento, conduzido em 1545, deliberou pelas modificações no calendário da Igreja, incumbindo a Gregório XIII estabelecer o novo sistema de datas, que adotaria o nome de calendário gregoriano em sua honra. Para alinhar a data da celebração da Páscoa com o equinócio de primavera no Hemisfério Norte, o papa Gregório XIII decretou que o dia subsequente a 4 de outubro de 1582 fosse considerado o dia 15 de outubro. Com um avanço de 11 dias, os anos bissextos não aconteceriam nos anos centenários (aqueles que terminam em 00), a menos que fossem divisíveis de maneira exata por 400.

Um legado de personalidades

Portanto, a razão pela qual julho e agosto possuem 31 dias está profundamente enraizada na história de Júlio César e Augusto. Sua busca por um calendário mais preciso, alinhado ao ciclo solar, resultou na configuração que hoje é tão familiar. À medida que consultamos nossos calendários modernos, podemos apreciar a influência duradoura dessas personalidades antigas em nossa maneira de medir o tempo.

A trajetória de julho e agosto, de suas origens desalinhadas ao alinhamento cuidadoso com o sol, é um lembrete de como a história e as personalidades moldam até mesmo os detalhes aparentemente triviais de nossas vidas cotidianas.

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